O Futebol é o esporte com maior número de praticantes no País. Em todos os Estados do Brasil encontramos equipes tradicionais e que arrebatam milhares de torcedores em torno do nome e das cores da agremiação. Exemplos são fáceis de serem classificados, do Amazonas (Remo e Paysandú) até o extremo Meridional, no Rio Grande do Sul (Grêmio e Internacional), em todas as Federações temos os times do coração.
Os jogadores de futebol estão no esporte em busca de dois objetivos principais; riqueza e satisfação pessoal. Nem todos, porém, conseguem um ou outro no esporte. Vários são os exemplos de pessoas que chegaram ao estrelato e hoje estão em situação complicada e com falta, inclusive, de “dignidade” moral. Drogas, péssima administração financeira e más companhias contribuem para minar os recursos dos “boleiros”.
O senador
Cristóvão Buarque (PDT-DF), entusiasta da Educação e defensor público de uma melhor educação fez a seguinte constatação em 2008, durante cerimônia de homenagem referente ao primeiro título de Copa do Mundo conquistado pelo Brasil. Segundo o educador, os “boleiros” conseguem sucesso no Futebol porque as regras são as mesmas para o pobre quanto o rico e branco quanto negro. Por isso o Esporte permite sucesso para os menos favorecidos socialmente.
O ex-reitor da
UnB propôs que a Educação no País fosse igualada entre os ricos e pobres, isso com o intuito de que ambas as classe sociais disputassem em condições de igualdade os vestibulares e concursos. No Futebol a ascensão só é possível porque as regras são claras e não oferecem vantagens para nenhuma das classes sociais. Já na Educação existe um abismo difícil de ser deixado para trás.
De maneira elegante e dócil, o pernambucano foi incisivo quando disse que não queria ver a Educação do rico semelhante a do pobre, mas queria ver a Educação do pobre equiparada a do rico. Assim, Cristóvão Buarque afirmou que é melhor para o Brasil elevar o nível de Educação das classes menos abastadas financeiramente, isso implicará numa melhor distribuição de renda a médio prazo no Brasil.
O doutor Cristóvão Buarque, ao constatar que os atletas de 1958 eram, em sua maioria pobre, idealizou a Educação como um segundo ou primeiro Futebol, ou seja, uma porta de entrada para um mundo melhor. É possível melhorar a Educação do Brasil e igualar os dois mundos, não por baixo, mas por cima, elevando a qualidade educacional dos menos “sortudos”.